Após um fim de semana bem complicado em que ela levou as coisas dela lá de casa, chegou mais uma 2ª feira. Tenho notado que as 2ªs feiras são particularmente complicadas de ultrapassar. Não sei explicar porquê.
Nesta 2ª feira, 9 de Maio, senti algo dentro de mim com que não podia continuar a viver.
Não sei bem como nem porquê, mas nos dias que se antecederam, tinha-a tratado de uma forma um pouco dura como nunca tinha feito em 7 anos. Não me senti bem a fazê-lo ao contrário do que esperaria e do que talvez fosse o expectável dado todo o mal que ela me fez.
Falei com ela, disse-lhe o que ia dentro de mim, pedi-lhe desculpa pelas minhas acções dos dias anteriores e perdoei-lhe todo o mal que ela me fez. Fi-lo porque não sou pessoa de criar ódios ou de andar chateado/amuado durante muito tempo. Fi-lo porque tinha de me sentir bem comigo próprio, tinha de perdoar e seguir em frente. Perdoei (mas não esqueci).
Nessa mesma 2ª feira senti uma imensa solidão. Não tive ninguém com quem desabafar, a quem comunicar as minhas decisões.
Nesse dia os minutos pareciam horas mas a noite acabou por chegar. Infelizmente, com a noite não chegou o sono e já tarde acabei por enviar o seguinte email, o qual ainda me lembro de ter escrito completamente encharcado em lágrimas:
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Há dias tristes
Há dias longos
Há dias solitários
Há dias devastadores
Há ainda dias onde tudo isto se junta
Hoje foi um desses dias
Hoje foi o dia em que me abri contigo
Hoje foi o dia em que te perdoei
Hoje foi o dia em que te pedi desculpa
Hoje foi mais um dia em que não tive ninguém para falar
Hoje foi mais um dia em que chorei várias horas
Hoje foi mais um dia em que a fome desapareceu
Já é noite, não tenho sono, já sei o que me espera
Mais uma noite de voltas e mais voltas e quando chegar a hora de acordar vou estar ainda mais cansado
Continuo a questionar-me como consegues
Como consegues ser indiferente, fria e insensível para comigo
Comigo com quem passaste quase 7 anos e ainda só há 1 mês estamos separados
Comigo que NUNCA te tratei mal
Continuo a questionar-me: Será que mereço?
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São interpretações fantásticas com músicas e letras extraordinárias.
Infelizmente não conheço o Pedro Abrunhosa pessoalmente mas posso dizer que faz e vai para sempre fazer parte da minha vida pois esteve presente em 2 momentos marcantes para mim: o meu casamento e infelizmente o fim de tudo.
Destaco estas palavras do Pedro: "Quem ama tem medo de perder!", pois revejo-me nelas.
Para "ti" que sabes quem és, se algum dia leres estas minhas palavras, quero, apesar de tudo, agradecer-te pelos momentos que vivi ao teu lado.
Obrigado.